#46 Agora a deusa,
em todos os éons, de todas as formas, sempre você e eu
Só de pensar em escrever sobre você, eu já tenho vontade de chorar…sem parar. Até através das minhas lágrimas fazer transbordar o Nilo. Só de pensar em escrever sobre você, as palavras me faltam, as memórias me fogem e eu emburreço. Não sei nada sobre você. Você que está comigo e eu que estou com você já há tantos, mas tantos éons.
Eu que te conheço há tanto tempo, é como se tivesse acabado de te conhecer. Não sei o que te dizer, esqueço até meu nome. Não sei o que estou fazendo aqui. Talvez, esteja apenas te seguindo.
Onde você vai, eu estou.
Onde você está, eu estou.
Estamos.
Você, tão além de mim, que não consigo te alcançar.
Você, tão próxima de mim, que sinto suas asas me abraçar.
Sinto-me às vezes, como uma boba apaixonada. Que fica corada, que sente o estômago revirar e que esquece até que língua falar. Essa sou eu, meio boba por você.
Nossas lembranças se confundem. Te procurei nos livros. Tentei aprender sua língua para te entender e conseguir conversar com você. Tentei te encontrar em outras pessoas, que me contavam sobre você. Te procurei intelectualmente, mas te encontrei em lugares inexplicáveis.
Te encontrei nos sonhos. Te encontrei em portais que me abriu para atravessar como em um delírio e comunguei com as místicas medievais e com as sacerdotisas da antiguidade. Te encontrei nos lugares mais inesperados. Te encontrei até em sessões de BodyTalk para todo mundo ver, que seu lugar era aqui comigo e eu contigo.
Ninguém pode nos separar.
Nem quando tentaram…a lembrança de virar as coisas e deixar a sua terra, o meu lar, com muitas mulheres, que caminharam por muito e muito tempo, destituídas das suas vestes sacerdotais e da possibilidade de entoar seus hinos e amanhecer imersa em incensos e oferendas à sua amada, é algo que nunca será esquecido.
Mas, não importa se estamos em terras distantes ou próximas, se estamos naquele tempo ou nesse, se estamos tentando te alcançar de forma sóbria ou incandescente em experiências que ninguém explica ou acredita, não importa se você é apenas um achado arqueológico ou minha mais querida companhia viva, o que importa é o que significamos neste tempo e espaço.
Como sempre nos reencontramos.
Como sempre volto a te prestar louvores.
Como sempre volto a dizer seu nome.
Como sempre volto a te servir.
De novo. De novo. De novo.
Ninguém entenderá. Tentarão te limitar a achados, a história, aprisionar em uma mitologia e em uma religião há muito tempo morta. Tentarão te racionalizar e te aprisionar em teoria e livros acadêmicos. Tentarão…
….sempre em vão.
Como tentaram no passado de todas as formas te aniquilar, diminuir, ocultar em véus e mais véus, tentaram extirpar toda sua linhagem da terra.
Sempre tentaram.
Sempre fracassaram e fracassarão.
Porque não precisamos da permissão e nem da validação de ninguém para sermos - eu e você, você e eu.
Nós somos.
Nós sempre seremos.
Você sempre será, para sempre Ísis.
E eu, sempre serei, para sempre sua sacerdotisa.
Nós, juntas, pela eternidade.
Os caminhos da alma que estão disponíveis para nós através da deusa são múltiplos. Realizo meu sacerdócio à deusa ofertando possíveis rotas, onde você heroína, pode realizar o caminho da alma. Sejam através das Jornadas da Heroína, seja através da prática de yoga, meditando regularmente com a deusa (através do DeusaFlix, no Apoia.se), lendo o que escrevo aqui advindo não somente de estudos mas de uma vida dedicada à deusa, seja através dos atendimentos com ferramentas de autoconhecimento e autodesenvolvimento, como a Astrologia, o BodyTalk ou a Womb Blessing, ou seja quaisquer outros caminhos que a alma derramar à sua frente.
Estou aqui, para caminhar com você e esse é meu serviço e também meu sustento.


